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Na Grande Florianópolis, food trucks trabalham em grupo e encontram novo mercado

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O turismólogo Fábio de Souza, 35 anos, sempre sonhou em investir na área de alimentação e queria ter um espaço que unisse boa gastronomia, lazer, artes e um ambiente diferenciado. Durante muito tempo deixou os planos na geladeira, com medo de impostos e da burocracia. Quando os food trucks se tornaram uma febre ele passou a estudar o mercado e viu que muitos tinham dificuldade em conquistar um ponto para trabalhar. Quem já tinha o ponto, também sofria para manter o movimento, o que exigia a montagem da estrutura em locais diferentes, desperdiçando tempo e dinheiro. Com o Meu Jardim Food Park ele facilitou a vida de quem investiu nos caminhões de comida rápida e criou uma nova alternativa de lazer para o bairro de Campinas, em São José e a Grande Florianópolis.

“Eu nasci aqui, cresci neste lugar e desde jovem percebia a falta de opções para lazer. Temos baladas, casas noturnas e resolvemos fugir deste roteiro. A ideia é fazer as pessoas se desligarem desta selva de pedras através do nosso ambiente”, complementa Souza. Para viabilizar o projeto ele contou com a ajuda dos amigos Leonardo Stuhler Miguel, 31 e Rafaela Elias Westehal, 36, que também sonhavam com um empreendimento na área gastronômica. Algo que destoasse um pouco do tom cinzento dos prédios da região.

O plano de negócios levou seis meses para ficar pronto e aos poucos o parque de food trucks foi tomando forma, até inaugurar no último dezembro. Até a iluminação foi planejada para acalmar os ânimos dos visitantes, convidando-os a relaxar e curtir bons momentos ao lado dos familiares e amigos. “Priorizamos as pessoas e buscamos valorizar cada uma delas. Nosso serralheiro eu trouxe da Guarda do Embaú, em Palhoça, para trabalhar com madeira de demolição. Então, tem uma energia muito bacana de todos que colaboraram”, continua.

 

Estrutura já recebe 500 visitantes por dia

Em dois meses mais de 35 mil pessoas foram ao Meu Jardim. Uma média, segundo os empresários, de 500 visitantes diários. “Está muito bom, quem conhece indica, volta, apresenta aos amigos e isso é gratificante. Já pensamos, após a estabilização, na possibilidade de franquiar a marca”, complementa Miguel.
Atualmente estão trabalhando no parque oito caminhões, com especiarias gastronômicas diversificadas. Crepe, hambúrguer, pastéis, comidas fittnes e no centro disso tudo está o Bar Into, com 5 cervejas artesanais.

A escolha dos parceiros levou em consideração a qualidade do item fornecido. Os empresários priorizaram o cardápio diferente junto da rotatividade de sabores. “É necessário observamos vários quesitos para o trailer estar aqui. O cliente precisa ser conquistado pelo serviço oferecido por todos nós na mais alta qualidade. Ele paga com satisfação, a gente vê isso”, explica.

Para o inverno a ideia é investir em aquecedores, tornando o espaço mais aconchegante. Os cardápios também serão pensados para alinhar frio e gastronomia. “Não queremos perder esse foco tão importante pra nós que é família. Notamos a presença das gerações, o pai, filho e neto, todos juntos no Food Park e vamos manter isso porque é nosso conceito”, conta.

 

Parceiros entusiasmados com os resultados

Guilherme Nolasco de Souza e sua equipe aprovaram a iniciativa - Divulgação/ND
Guilherme Nolasco de Souza e sua equipe aprovaram a iniciativa – Divulgação/ND

Guilherme Nolasco de Souza, 28, é um dos chefs presentes no Meu Jardim. Com experiência de 11 anos nas cozinhas da região, resolveu investir no trailer especializado em hambúrguer e batatas fritas. Os desafios da culinária através dos Food Truck não se diferenciaram de um restaurante fixo, segundo ele. “Já estou com o Old School Hamburgueria há 2 anos e jamais me arrependo de ter investido. Atender no Meu Jardim é uma experiência única”, comenta.

O truck do empresário já percorreu outros pontos da Grande Florianópolis. Antes de permanecer no Food Park de São José, atendia na Lagoa da Conceição, em frente à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e Córrego Grande. Quando conheceu os proprietários do Meu Jardim, estava começando as negociações para abrir um ponto. Desistiu. “A estrutura e apoio fazem a diferença, nas ruas você trabalha sozinho, ao contrário do Food Park, onde recebe ajuda e um se preocupa com outro. Isso faz toda diferença”, diz.

Para Leonardo Miguel , quando os trailers ficam espalhados em pontos na rua, o fluxo de pessoas que para é bem menor. Outro problema é a estrutura. Sem ambiente adequado como banheiros, espaço para crianças, segurança, limpeza da rua, a permanência do cliente é reduzida. A questão burocrática também inibe muitos empreendedores do investimento.

Fonte: ndonline.com.br

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